domingo, 16 de março de 2025

Capítulo 2: A Biologia do Câncer. A História da Oncobiologia e suas Raízes.

 

 

Capítulo II

A História da Oncobiologia e suas Raízes

 

1.         - Surgimento da Oncobiologia como atividade de perspectiva acadêmica.

Como já definida, a oncobiologia, surgi com a proposta de estudar o câncer, tem suas raízes profundas na história da medicina e da biologia.

Na antiguidade o câncer já era reconhecido, embora não compreendido completamente. Assim, como um discurso introdutório citaremos algum marcos considerado pelo autor como importantes, sem elidir outras referencias.

1.         Era Antiga: Os primeiros casos documentados de câncer datam da era egípcia, mas foram descobertos apenas durante a análise de múmias.

2.         Século XVIII: O câncer começou a ser reconhecido como uma forma de tumor progressivo que destrói os órgãos onde se instala.

3.         Década de 1940: Avanços significativos foram feitos com o uso de iodo radioativo para tratar o câncer de tireoide e hormônios sintéticos para tratar o câncer de próstata.

4.         Década de 1950: A quimioterapia surgiu como uma nova forma de tratamento, evoluindo ao longo dos anos para se tornar uma especialidade conhecida como Oncologia Clínica.

5.         Hoje: A oncobiologia continua a evoluir com novos conhecimentos e procedimentos cada vez mais eficientes no combate à doença.

“Marcos referencial’’ citado apresenta uma visão de como o estudo do câncer tem se desenvolvido ao longo do tempo, desde observações iniciais até tratamentos avançados e especialidades médicas dedicadas”.

No Brasil as instituições de referencias no estudo da Oncobiologia.

 

1.1.        - INCA.

No Brasil, a instituição de referência no estudo da oncobiologia é o Instituto Nacional de Câncer (INCA). O INCA é um dos principais centros de pesquisa e tratamento de câncer do país, dedicando-se ao estudo da biologia celular e molecular do câncer, desenvolvimento de novos tratamentos e promoção da conscientização sobre a doença.

 

Para o ano de 2025 a instituição vai ofertar pós-graduação em Oncologia. A organização promove o processo seletivo para mestrado e doutorado no PPGO-INCA ocorre anualmente, no segundo semestre, para turma com início no 1º semestre do ano seguinte. O processo seletivo, tanto para mestrado quanto para doutorado, tem início com o pedido de cadastramento dos orientadores, que é requisito obrigatório a todos os docentes que querem apresentar alunos para a seleção. Há então a pré-inscrição do candidato, quando a documentação exigida é verificada e se o projeto enquadra-se nas linhas de pesquisa e projetos cadastrados no Programa.

Além dos programas de mestrado e doutorado o INCA desenvolve Programa de Bolsas de Formação de Pesquisa Oncológica. As modalidades a serem julgadas na seleção são para bolsas novas (Aperfeiçoamento nível I e II, Recém-Doutor, Pós-Doutorado Júnior e Pós-Doutorado Sênior) e Renovações (Aperfeiçoamento nível I e II, Recém-Doutor, Pós-Doutorado Júnior e Pós-Doutorado Sênior). As inscrições são abertas através de edital. As bolsas de Aperfeiçoamento destinam-se a candidatos com graduação (Aperfeiçoamento I) ou com mestrado (Aperfeiçoamento II) que necessitem de capacitação técnica e/ou científica para iniciar o mestrado ou doutorado, respectivamente, dentro da linha de pesquisa a que se proponham desde que sejam desenvolvidas nas dependências do INCA.Já as bolsas de Recém-Doutor são dirigidas a candidatos com título de doutor ou equivalente obtido há menos de três anos, e que tenha condições de exercer, sob supervisão atividades de pesquisa científica, participando do desenvolvimento de projetos de pesquisa na área oncológica.As bolsas de Pós-Doutorado destinam-se a candidatos com título de doutor ou equivalente obtido há menos de 5 anos (Júnior) ou mais de 5 anos (Sênior).

Para as três modalidades, só poderão ser contempladas projetos de pesquisa primariamente desenvolvidos no INCA e que tenham pesquisadores do Instituto como supervisores principais.

 

 

 

1.2.        - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – Programa de Pós-Graduação.

Parafraseando o Mestre Robson, o objetivo deste livro é contribuir com o ensino da Oncobiologia, em tempo que se estimula o apoio aos PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ONCOLOGIA E ONCOBIOLOGIA, aqui mencionando o CURSO de origem do autor, enquanto pós-graduado em Oncologia pela FACULDADE BATISTA DE MINAS GERAIS – IPEMING, e em tempo que se difunde voluntariamente.

Em termos de formação acredito que a vanguarda na Oncobiologia esteja afeta ao Programa Interinstitucional de Pesquisa, Ensino e Extensão na Biologia do Câncer, mais conhecido como Programa de Oncobiologia (Na UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO), que se constitui é um marco na associação de pesquisadores e interessados na temática do câncer. Um programa que reúne pesquisadores, médicos, farmacêuticos, biologista, biólogos, farmacologistas clínicos entre outros profissionais, atuante no Brasil e em diferentes instituições no Estado do Rio de Janeiro.

É um Programa de FORMAÇÃO que tem o propósito de favorecer o desenvolvimento de novos tratamentos e métodos diagnósticos e de prevenção ao câncer.

O projeto de Oncobiologia foi idealizado de forma pioneira pela professora titular da UFRJ Vivian M. Rumjanek, com apoio do Dr. Marcos Moraes, o Programa de Oncobiologia foi criado no ano 2000 e conta hoje com cerca de 500 pesquisadores afiliados, divididos em 56 grupos de pesquisa - os quais são liderados por um pesquisador sênior e que possui em sua equipe afiliados, desde pesquisadores, professores, alunos de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado.

Nesselivro o autor busca objetivo transcendental, e possível (...) Criar condições propícias para a troca de informações em ciência e em novas tecnologias entre profissionais de diversas especialidades que estão fisicamente distantes e informar a sociedade para transformá-la numa importante aliada na prevenção e diagnóstico precoce do câncer.

Divulgar a oncobiologia dentro da visão acadêmica e interinstitucional que visa desenvolver “estratégia de implantação de Programa de Ensino, Pesquisa e Extensão em Biologia do Câncer”.

Neste sentido o Estado brasileiro deve ‘formar recursos humanos em todos os níveis para pesquisa na área da Oncobiologia – Biologia do Câncer, e através de PROGRAMAS DE FORMAÇÃO ESTIMULAREM A PESQUISA, aos especialistas em Oncologia, seja na modalidade clínica (privativa do médico) seja na Oncologia Pesquisador – modalidade permitida a outras áreas, deve se comprometer a atrair estudantes de pós-graduação (especialização, mestrado e doutorado) ao Programa de Pesquisadores da Biologia do Câncer.

Na Oncologia em geral não podemos perder de vista a importância de profissionais da área assistencial - medicina, farmácia, enfermagem e nutrição - para o desenvolvimento de trabalho de pesquisa. Neste sentido, espera-se a desenvolver a ideia pratica da multidisciplinariedade entre as áreas assistenciais e de pesquisa básica.

O presente livro, Volume I, será seguido por mais três outros volumes conforme a apresentação do PLANO DE OBRA, Volumes I, II, III e IV.

Assim, os livros e seus conteúdos pretende integrar, em torno da temática pesquisa em câncer, estudantes de diversas áreas como administração, jornalismo, desenho industrial, medicina, farmácia, enfermagem, nutrição, biomedicina, física, entre outras, para trabalho em conjunto.

A multidisciplinaridade visa estreitar diferentes práticas respeitando o trabalho individual dos vários campos de conhecimento. E NESTE SENTIDO O programa de pós-graduação da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro SE APROXIMA DOS IDEAIS DOS LIVROS E DE SEU AUTOR.

Fazendo uso das redes sociais e do conteúdo deste livro Volume I e dos demais Volumes da Série, os volume I, II, III e IV, realizaremos através do INSTITUTO INESPEC cursos abertos para diferentes profissionais, cursos de extensão com no mínimo 360 horas, cursos práticos com carga horária não inferior a 180h e cursos a distância de curta duração.

O autor da Série de Oncologia (Os quatro volumes) é Jornalista com registro profissional no Ministério do Trabalho. Dentro desta formação aliada a de pesquisador da Biologia do Câncer, entende e apoia a integração entre jornalistas e cientistas, possibilitando o incremento de informações com qualidade e agilidade na transmissão do conhecimento.

Por fim, com a venda destes livros da Série de Oncologia, o autor pretende e busca como alvo de destaque associar colaboradores de pesquisa obter fontes de financiamento próprias para as pesquisas teóricas e se viável, práticas, na área da PESQUISA DA BIOLOGIA DO CÂNCER.

Encerro este primeiro momento trazendo a lume o pensamento de um Professor do Programa de Oncobiologia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, quando se refere ao PROGRAMA DAQUELA UNIVERSIDADE,programa de FORMAÇÃO DE ONCOBIOLOGISTA.

Diz o mestre “Nossa meta é fazer do Programa de Oncobiologia(Da UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO) uma referência nacional nos estudos sobre o câncer.” Professor Robson Monteiro. Coordenador do Programa de Oncobiologia.

 

2.3 - As Primeiras Investigações e Descobertas.

Desde os primórdios da medicina, o câncer se apresentou como um enigma desafiador à compreensão humana. As primeiras investigações sobre essa doença datam de épocas remotas, onde médicos-curandeiros tentavam entender suas causas e manifestações. Hipócrates, conhecido como o "pai da medicina", foi um dos primeiros a observar e nomear o câncer, referindo-se a ele como "carcinos", palavra grega que significa caranguejo, devido à semelhança entre a forma das veias que se espalham ao redor do tumor e as patas de um caranguejo. Esse pequeno insight, ainda que primitivo, marca o início de uma longa e árdua jornada rumo ao entendimento do câncer.

Com o passar dos séculos, diversas culturas contribuíram com observações valiosas. No antigo Egito, médicos documentaram casos de tumores em papiros, fornecendo descrições detalhadas que revelam a persistência dessa enfermidade ao longo da história humana. No entanto, foi na era de passado mais recente, especificamente entre os séculos XIX e XX, que as primeiras investigações científicas mais sistemáticas começaram a de fato desmistificar a doença. Nessa época, as técnicas de dissecação e análise de tecidos começaram a se desenvolver, permitindo que médicos e patologistas estudassem o comportamento das células cancerígenas com maior precisão.

Entre as figuras influentes que emergiram nesse cenário estava Rudolf Virchow, um patologista alemão que estabeleceu os fundamentos da patologia celular. Virchow afirmava que "todas as células surgem de outras células", um princípio que respaldou a compreensão de que o câncer é resultado de uma multiplicação descontrolada de células, desafiando a homeostase do organismo. Sua contribuição, no entanto, foi além da biologia. Ele também enfatizou a importância de fatores sociais e ambientais na saúde, um pensamento revolucionário que lançaria as bases para a futura interseção entre saúde pública e oncobiologia.

Com o advento da microscopia e outras inovações tecnológicas, a capacidade de observar células em nível minucioso transformou a pesquisa oncológica. Cientistas começaram a identificar diferentes tipos de câncer e suas particularidades, levando à classificação e diagnóstico mais precisos. As primeiras terapias, oriundas dessas descobertas, foram tentativas de combate aos cânceres mais prevalentes. O desenvolvimento da cirurgia, quimioterapia e radioterapia se tornou um marco crucial na história da oncologia, proporcionando novas esperanças para os pacientes.

No entanto, a oncológica enfrentou seus próprios desafios. O estigma associado ao câncer nunca deixou de existir. Por séculos, pessoas foram ostracizadas febrilmente, arrebanhando um manto de temor ao lidar com a doença. Essa repressão social muitas vezes impediu que pacientes buscassem tratamento ou suporte emocional.

Estamos apenas no início da história da oncobiologia; a próxima fase se tornaria semelhante a um renascimento científico, particularmente com a descoberta de agentes carcinogênicos. Avanços paradigmáticos no entendimento do câncer foram feitos e rivais da medicina se uniram à batalha. Fatores como radiação, tabagismo e substâncias químicas começaram a ser reconhecidos como gatilhos importantes para o desenvolvimento da doença. As campanhas de sensibilização tornaram-se essenciais, alertando a população dos riscos e promovendo práticas saudáveis em prol da prevenção.

E assim, ao olharmos para trás, vemos que cada descoberta foi um passo em direção a um futuro esperançoso. Uma jornada que não apenas procurou compreender a complexidade biológica do câncer, mas também se comprometeu a combater o estigma que o cercava, refletindo uma verdadeira mudança não apenas na ciência, mas na sociedade como um todo. À medida que avançamos, é imprescindível reconhecer que nosso entendimento do câncer continua a se desdobrar, e cada nova investigação florescerá em contribuições que seguirão modelando a oncobiologia.

 

Avanços No Século XX – A Era Moderna da Oncobiologia.

A transição do conhecimento sobre câncer para a era moderna da oncobiologia foi marcada por descobertas revolucionárias, principalmente ao longo do século XX. Esse período emblemático viu a evolução das práticas médicas e um entendimento mais profundo dos aspectos moleculares da doença, pavimentando o caminho para intervenções inovadoras. Em primeiro lugar, o reconhecimento de que o câncer não é um fenômeno isolado, mas sim indissociável de fatores genéticos e ambientais, levou à formulação de hipóteses que mudaram radicalmente nossa abordagem.

Durante a primeira metade do século XX, a ciência médica assistiu a avanços consideráveis com a descoberta de agentes carcinogênicos. Pesquisadores começaram a identificar substâncias químicas, como o benzeno e o asbestos, associadas ao desenvolvimento de câncer, além de reconhecer a influência da radiação, conforme relatório impactante resultante do bombardeio atômico em Hiroshima e Nagasaki. Essa consciência amplificou o debate sobre prevenção e novas políticas de saúde pública, gerando esforços para regulamentar a exposição a compostos perigosos.

Simultaneamente, a pesquisa sobre os fatores genéticos ligados ao câncer começou a emergir. Os estudos de patologistas como Peyton Rous revelaram a conexão entre vírus e a etiologia tumoral, propondo a noção de que certos patógenos podiam induzir transformações celulares que geravam câncer. Isso lançou as bases para que o conceito de oncogenes e seus papéis na biologia tumoral fossem estabelecidos mais tarde, dando origem a uma nova era de investigação.

À medida que o século avançava, as terapias oncológicas começaram a se consolidar com métodos mais precisos e eficazes. A descoberta da quimioterapia na década de 1940, impulsionada pelas investigações sobre a nitrogênio α-mustards e o desenvolvimento de fármacos como a adriamicina e a ciclofosfamida, transformou o tratamento do câncer. Ao lado da quimioterapia, a radioterapia ganhou destaque como uma escolha terapêutica fundamental, utilizando radiações específicas para erradicar células tumorais, minimizando o impacto em tecidos saudáveis.

A Segunda Guerra Mundial também deixou um impacto duradouro na oncobiologia, pois catalisou uma intensa colaboração entre cientistas, levando ao desenvolvimento do primeiro programa nacional de pesquisa sobre câncer nos Estados Unidos. A criação do National Cancer Institute (NCI) em 1937 e a posterior legislação em 1971 que declarou "guerra ao câncer" forneceram recursos significativos e foco na investigação científica. Esse esforço conjunto resultou em um aumento impressionante no conhecimento sobre a heterogeneidade dos tumores, ajudando a trazer à luz a ideia de que cada tipo de câncer é distinto e pode exigir uma abordagem terapêutica personalizada.

Com a finalização do século XX, a era moderna da oncobiologia começou a se consolidar. Nessa transição, a introdução de tecnologias emergentes, como a biologia molecular, facilitou o entendimento das camadas subjacentes que orquestram o câncer. O mapeamento de genomas de tumor trouxe à tona não apenas as mutações clássicas, mas também novas biomas e vias celulares associadas à malignidade. Tecnologias de imagem avançadas, como a tomografia por emissão de pósitrons (PET), permitiram uma visualização mais detalhada da progressão da doença, levando à identificação precoce e melhoria nas taxas de sobrevida.

Essa jornada pelo século XX não se limitou às barreiras científicas. Levar o conhecimento ao público é tão crucial quanto as descobertas em si. O involve da comunidade e a educação são fundamentais para garantir que as inovações cheguem a quem realmente necessita. Aqui entra o papel das campanhas de conscientização e a necessidade de estratégias que melhorem o acesso ao diagnóstico e ao tratamento, especialmente em populações vulneráveis, onde o câncer impacta de maneira desproporcional.

Deste modo, ao olharmos para os desafios e triunfos ao longo do século XX, fica claro que a oncobiologia viveu um êxodo de transformação. E as sementes plantadas nessa época não apenas contribuíram para nosso entendimento atual sobre o câncer, mas também abriram os horizontes para o que está por vir. A revolução genômica, que modelará o século XXI, já estava cuspindo suas raízes na terra fértil das descobertas do século passado, prometendo novos tratamentos e esperanças para aqueles que lutam contra essa doença devastadora.

 

Oncobiologia no Século XXI – A Revolução Genômica.

O século XXI trouxe consigo uma revolução sem precedentes no campo da oncobiologia, em grande parte impulsionada pelo mapeamento do genoma humano e pela rápida evolução das tecnologias biomoleculares. Essa nova era não apenas redefine a forma como entendemos o câncer, mas também transforma radicalmente suas abordagens diagnósticas e terapêuticas. Um tópico central está na medicina personalizada, que visa adaptar tratamentos baseados nas características genéticas específicas de cada paciente, criando assim um paradigma totalmente novo na luta contra o câncer.

O projeto do genoma humano, finalizado no início dos anos 2000, catalisou o desenvolvimento de técnicas que permitem a análise aprofundada das mutações genéticas associadas a tumores. Essa informação é crucial para identificar os alvos moleculares que podem ser explorados por terapias direcionadas. A utilização de drogas como os inibidores de tirosina quinase e a terapia com anticorpos monoclonais evidenciam o potencial transformador que a genética pode oferecer. Por exemplo, o uso do trastuzumabe em câncer de mama HER2 positivo mostrou-se revolucionário, garantindo melhores taxas de sobrevivência e qualidade de vida aos pacientes.

Nesse cenário, a identificação de biomarcadores desempenha um papel vital. Esses componentes biológicos não apenas auxiliam na identificação precoce de diferentes tipos de câncer, mas também oferecem uma janela para prever a resposta a tratamentos específicos. A implementação de biomarcadores como o PSA (Antígeno Prostático Específico) e CA-125 para câncer de próstata e câncer ovarian, respectivamente, já têm demonstrado impactos significativos nas estratégias de rastreio.

 

Outro avanço tecnológico que vem moldando a oncobiologia é a edição genética, simbolizada pela técnica CRISPR-Cas9. Esta inovação permite a edição precisa de sequências genéticas, abrindo caminho para a potencial correção de mutações que levam ao câncer. Embora a pesquisa clínica sobre a aplicação dessas tecnologias ainda esteja em estágios iniciais, já desponta promissora na arena terapêutica. Enquanto universidades e instituições de pesquisa de ponta exploram como estas técnicas podem aplicar-se ao tratamento do câncer, muitas questões éticas associadas à manipulação genética nos levam a reflexões profundas sobre o futuro da biotecnologia.

Ademais, a interação da oncobiologia com a inteligência artificial está cada vez mais aprofundando nosso entendimento da doença. Algoritmos avançados já estão sendo utilizados para analisar grandes quantidades de dados clínicos e genômicos, permitindo a identificação de padrões que poderiam ser facilmente ignorados por humanos. Essa capacidade de análise em larga escala oferece não só a possibilidade de descobrir novas associações entre genes e tipos de câncer, mas também a construção de modelos preditivos que aprimoram o prognóstico e a tomada de decisões clínicas.

Contudo, é fundamental que essa revolução na oncobiologia não ocorra em um vácuo; as questões de acesso e equidade em saúde são preocupações prementes. Enquanto avanços como a terapia gênica e a medicina personalizada oferecem enormes promessas, garantir que essas inovações estejam disponíveis para todos é uma batalha que ainda devemos enfrentar. Ovez essa ciência avance, precisamos nos certificar de que o progresso seria caprichoso se não vier acompanhado de uma discussão profunda sobre como aplicar esses novos tratamentos de forma justa e equitativa.

Nesta era de dinamismo sem paralelos, a oncobiologia se mostra como um campo em constante evolução. Cada descoberta e cada avanço nos lembram da responsabilidade ética que pesará nos ombros dos novos profissionais, pesquisadores e tomadores de decisão. Eles devem agir rapidamente, mas sempre ponderados sobre a dignidade humana – um conceito que deve estar no cerne de cada nova terapia e abordagem com o paciente.

 

Avancemos com a confiança de que a união da ciência, tecnologia e uma visão humanística da saúde nos permitirá não apenas enfrentar o câncer, mas também o erradicar, transformando-o de uma sentença de morte a uma condição digna de tratamento e controle. Consequentemente, esta era moderna da oncobiologia nos convoca a um compromisso renovado com a esperança e com a luta pela dignidade de cada vida afetada por essa doença devastadora.

A integração da oncobiologia com outras disciplinas se revela como um imperativo ético e científico no tratamento abrangente do câncer. Cada avanço neste campo vai além da biologia celular; ele abrange uma rede de conhecimentos que se interconectam, promovendo cuidados mais humanizados e eficazes. A digestão dessas informações é crucial, pois a luta contra o câncer não se dá em um vácuo — ela é complexa e multifacetada, necessitando de uma abordagem colaborativa que une várias áreas do saber.

Um dos aspectos mais enriquecedores desta integração é a sinergia entre oncobiologia e imunologia. O entendimento de como o sistema imunológico interage com células tumorais estabelece um alicerce para o desenvolvimento de terapias imunológicas inovadoras. Provas desse avanço podem ser vistas nas terapias que utilizam células T e vacinas contra o câncer. Essas abordagens não apenas oferecem mais opções terapêuticas, mas também demandam um diálogo constante entre oncologistas e imunologistas. Tal conversa não é apenas técnica, mas também fortemente educativa, sacrificando-se assim desinformação e preconceitos a respeito das opções disponíveis.

No entanto, a interseção da oncobiologia com a psicologia representa outro eixo crítico nesta jornada. O câncer e suas terapias muitas vezes desencadeiam respostas emocionais profundas nos pacientes. Diagnósticos desfavoráveis podem desestabilizar a saúde mental e emocional, tornando fundamental a inclusão de profissionais da psicologia na equipe de cuidados. A prática de intervenções psicossociais não só melhora a qualidade de vida dos pacientes, como também tem demonstrado impactar positivamente na adesão ao tratamento. Dessa forma, compreendemos que a saúde mental é parte intrínseca do cuidado oncológico, e a colaboração efetiva entre psicólogos e oncologistas é essencial para proporcionar suporte emocional e para o desenvolvimento de estratégias de enfrentamento.

Ademais, a relação entre saúde pública e oncobiologia é outra dimensão vital. As questões epidemiológicas associadas ao câncer exigem uma abordagem não apenas centrada no tratamento, mas na prevenção e conscientização. Profissionais de diversas áreas da saúde pública trabalham em conjunto com oncologistas para desenvolver e implementar campanhas de prevenção, focando na importância do rastreamento e na observância de fatores de risco. Essa colaboração permite que se desenvolvam políticas públicas mais eficazes, contribuindo para a diminuição da incidência de câncer e, por consequência, para a melhoria da saúde da população.

Portanto, ao olharmos para a oncobiologia e suas ramificações, entendemos que é uma ciência que pulsa em sinergia com outras disciplinas. É vital que novos pesquisadores e profissionais sempre mantenham uma mentalidade aberta e colaborativa, reconhecendo que a busca por respostas mais eficazes para o câncer se beneficia ricamente do compartilhamento de conhecimentos. Esta troca de saberes — que une biologia, imunologia, psicologia e saúde pública — é a força propulsora que poderá, um dia, mudar a trajetória de pacientes ao redor do mundo.

As próximas seções suavemente nos levarão a descortinar mais aspectos dessa integração, reforçando que quando falamos em oncobiologia, falamos de um espaço onde a ciência não é apenas um campo de cultivo de ideias, mas um compromisso ético com a humanidade e a dignidade de cada vida que cruzamos no caminho. A integração desses saberes é a esperança de uma cura mais completa, mais holística, que respeita não apenas o corpo, mas também a mente e o espírito dos que enfrentam a batalha contra o câncer.

 

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